Noticias do Blog Índios do Maranhão

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Presidenta da Funai participa de assembleia comemorativa aos 20 anos de regularização da Terra Indígena Yanomami


A presidenta da Funai, Marta Maria Azevedo, participou da VII Assembleia Geral Yanomami, na comunidade Wathoriki, região do Demini, em Roraima. O evento aconteceu entre os dias 15 e 20 de outubro e reuniu lideranças indígenas, representantes governamentais e de organizações da sociedade civil para comemorar os 20 anos de homologação da Terra Indígena Yanomami (TIY), além de discutir os problemas enfrentados ao longo desse tempo e propor planos de atividades, a partir de programas voltados ao futuro da terra e das populações Yanomami e Ye’kuana.

Durante a assembleia, foram debatidos temas importantes para os Yanomami e Ye´kuana, tais como a atenção à saúde indígena, a retirada de invasores (garimpeiros, pescadores, fazendeiros e grileiros) da TIY e o projeto de lei que prevê a regulamentação da mineração em terras indígenas.

Também participaram das discussões Antônio Alves de Souza, da Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai; Paulo Martins Maldos, da Secretaria Geral da Presidência da República – SG/PR; Fernando Machiavelli Pacheco, procurador da República em Roraima; além de representantes da Abin.

A presidenta da Funai enfatizou a importância, para os povos indígenas, de eventos dessa natureza: “É um momento de reflexão dos Yanomami junto aos parceiros e órgãos federais que atuam aqui na região. É um momento de avaliar e planejar também”, destacou.

Para o presidente da Hutukara Associação Yanomami – HAY, Davi Kopenawa, a reunião teve um saldo positivo, pois integrou diversas lideranças indígenas de Roraima, do Amazonas e da Venezuela com o intuito de pensar melhores condições de vida para o povo Yanomami e Ye´kuana: “Estamos muito felizes com a assembleia, queremos melhoramentos na nossa terra, queremos a paz de antes”, afirmou Davi.

Com informações da Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami e Ye`kuana

domingo, 16 de setembro de 2012

Madeira ilegal é apreendida em reserva indígena

A Operação Arco de Fogo, comandada pela Polícia Federal no Maranhão, realizou ação de combate à extração ilegal de madeira em terras indígenas, nos dias 12 e 13 de setembro, nas localidades de povoado Centro do Elias e Quadra 80-I, do município de Maranhãozinho. A operação resultou na prisão em flagrante de dois motoristas de caminhão e de quatro seguranças que atuavam ilegalmente nos dois locais, e na apreensão de uma arma de fogo (revólver), um caminhão que transportava aproximadamente 6m³ de madeira extraída de forma ilegal, correntes que bloqueavam a entrada dos locais e fichas/tíquetes que eram obtidos na prefeitura de Maranhãozinho que permitiam a entrada controlada dos caminhões nas referidas localidades.

As investigações partiram de informações obtidas por equipes da Operação Arco de Fogo no final de 2011 de que a prefeitura de Maranhãozinho estaria cobrando “pedágio” para que caminhões de transporte de madeira entrassem nas terras indígenas de Alto Turiaçu, onde era extraída ilegalmente madeira em tora de árvores nativas de diversas essências.
Todos os envolvidos foram autuados em flagrante pelos crimes de transporte ilegal de madeira, conforme rege o art. 46, parágrafo único da Lei 9.605/98), furto de patrimônio da União, art. 155, par.4º. Inc. IV), c/c art. 29 do CP, e formação de quadrilha, art. 288 do CP, que podem gerar penas de até 15 anos de reclusão, e encaminhados para a carceragem da Polícia Civil do município de Governador Nunes Freire, onde permanecerão custodiados à disposição da Justiça Federal.
Fonte: O Imparcial – Imperatriz MA
Vanessa Moreira
URL curta: http://diariodograjau.com.br/?p=2084

Conselho discute políticas públicas para povos indígenas

As políticas públicas para os povos indígenas nortearam as discussões da reunião ordinária deste mês do Conselho Estadual da Política de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Ceirma), realizada na tarde desta sexta-feira (14), na Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir).
Durante a atividade os conselheiros ressaltaram a necessidade de atender às demandas dos povos indígenas em questões emergenciais como saúde, educação e regularização fundiária. Para colaborar com a discussão e apresentar dados referentes a essa população, a reunião contou com a participação do economista e tecnologista de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/MA), José Reinaldo Barros Júnior.
O economista apresentou os quesitos especiais do Censo para população indígena com dados da pesquisa de 2010, referentes à etnia, população, faixa etária, sexo e moradia. Para a secretaria-adjunta de Igualdade Racial e conselheira, Benigna Almeida, as informações irão qualificar a atuação do Ceirma. “É importante conhecer o perfil atual da população indígena do Maranhão para podermos garantir a esses povos o acesso às políticas públicas”, disse Benigna Almeida.
Também durante a reunião, a gestora de Ações Afirmativas da Seir, Jacinta Maria Santos, apresentou o relatório do 2º Seminário de Controle Social para Povos Indígenas, promovido pelo GT de Educação Indígena no início de setembro, em Aldeia Nova, no município de Amarante. Ela destacou que na oportunidade 120 representantes dos povos Guajajaras, Krikati e Gavião participaram das discussões sobre políticas públicas e controle social, e falaram sobre os problemas que enfrentam nas aldeias.
A gestora Jacinta Maria informou que entre os encaminhamentos do encontro está a inclusão de famílias indígenas no Programa de Consumidores de Baixa, articulação que será realizada pela Seir junto à Cemar, e a realização de encontro com estudantes universitários cotistas indígenas.
A reunião foi coordenada pela diretoria executiva composta pela secretária de estado da Igualdade Racial, Claudett Ribeiro, Célia Cristina da Silva Pinto (Grupo Conscientização Negra Ominirá, do município de Cururupu), Hélio dos Santos Júnior (Sagrima) e Ana Maria de Oliveira Freitas (Fetaema) e contou com a participação dos conselheiros Maria da Guia Viana (Seduc), Ana Lúcia Amorim (Seplan), Ana Luíza Borges (SES), Maria José Palhano ( Aconeruq), Raimunda Nonata Oliveira (APN’s), e Luiz Alves Ferreira (CCN/MA).
Fonte: Agência/Governo do Estado do Maranhão
URL curta: http://diariodograjau.com.br/?p=2070

Ministério Público promoveu encontro com índios guajajaras sobre queimadas em Grajaú.

Encontro positivo entre o promotor de Justiça Carlos Róstão e os índios guajajaras sobre queimadas em Grajaú.
 
Depois da grande caminhada (05/09) promovida pelo Promotor de Justiça de Grajaú, Dr. Carlos Róstão Freitas Martins, responsável pela defesa do Meio Ambiente no município, desta vez o encontro foi com as lideranças guajajaras das seguintes aldeias: Diocleciano Sousa – Aldeia Cajueirinho, Alderico Lopes – Aldeia Itacoatiara, Salomão Guajajara – Aldeia Chapadinha I, Maria Aurora de Sousa Guajajara – Aldeia Chapadinha II, Darlan Marizê Lopes – Representante Regional da FUNAI em Grajaú e etc., onde participaram (14/09) no período da manhã, na Câmara Municipal de Grajaú de uma palestra promovida pelo Ministério Público e Corpo de Bombeiro do Maranhão, representado pelo Tenente Belo – responsável pela instrução/participação no combate ao fogo. “Todos os índios são responsáveis no combate ao fogo em suas terras.”- disse o mesmo. A ideia é que sejam formadas brigadas de combate aos incêndios nas aldeias, pois são conhecedores e tem prática milenar na preservação da natureza.
Outros assuntos tratados também pelas lideranças indígenas foram: invasão da reserva indígena Bacurizinho por madeireiros, pistolagem, queimadas criminosas, técnicas de preservação da floresta.
Na ocasião Dr. Carlos Róstão acompanhado pelos jornalistas locais, Alberto Orquisa [Jornal Diário do Grajaú], Francisco Matias [Site Grajaú de Fato] e Fagner Santos [TV Bandeirantes-local] fizeram sobrevoo pelas áreas afetadas pelas queimadas nas proximidades de Grajaú, onde constataram uma destruição quase generalizada, precisando de cuidados urgentes para reverter esta situação de calamidade pública ambiental.
Informações e fotos:
ALBERTO ORQUISA
Jornalismo da Agência de Notícias Diário do Grajaú/MA

terça-feira, 17 de julho de 2012

O Mito de Awkhê, Jesus Cristo e o Superman


Quando iniciei na profissão de docente como a Antropologia, procurei concentrar-me em questões que levassem os discentes a repensarem essa disciplina como ação e práticas, sem esquecer que a mesma para realmente ganhar o sopro da vida, tem que ter seguimento no trabalho de campo.

Para tentar buscar essa prática e leva-la para sala de aula, comecei a demonstrar exemplos para os alunos, como por exemplo, a ação dos mitos na vida cotidiana dos indivíduos em algumas etnias indígenas, como por exemplo, os Canelas e os Tetehar, ambos povos que vivem no Maranhão.

Em uma dessas aulas, falando sobre a Escola Estruturalista, descrevendo os trabalhos de Claude Lévi-Strauss, fiz um esquema no quadro que descrevia a trajetória mitológica de Awkhê, herói mitológico dos Timbira e a figura de Jesus de Nazaré, o exemplo era bem recebido e compreendido na medida do possível.


Mas sempre que queria aumentar o nível mais um pouco, perguntava quase de repente quem era Kar-el (Superman/Clark, das revistinhas em quadrinhos), muitos viciados em gibis, (exemplo Eu mesmo), respondiam de imediato, é o super-homem, homem de aço, o nome dele kriptoniano, essas coisas. Depois de respondida a pergunta, começava a traçar o histórico dos criadores e idealizadores do Superman, como ele havia surgido, em qual contexto histórico e mesmo a origem étnica dos seus criadores, origens judaicas e como os mesmos foram influenciados pelo imaginário do “messias prometido”.









Depois de feito esse aparato histórico, partia para explicação estrutural dos três personagens em questão:

Personagem
Origem
Mãe (s) Terrenas
Pai (s) terreno
Pais sobrenaturais
Fatos
Exílio
Retorno do Exílio

Awkhê
Ser mitológico
Virgem/Prostituta
Sem
Papã
Revela sua sobrenaturalidade ainda criança.
Inicio da adolescência

Mais ou menos 30 anos
Jesus
Ser divino
Virgem
Idade avançada
Deus/Javé
Revela sua divindade ainda criança.
Aos 18 anos

30 anos

Superman
Extraterrestre
Sem definição
Idade avançada
Extraterrestres
Releva seus poderes ainda criança.
Aos 18 anos
30 anos



O quadro a cima demonstra estruturas elementares de formação do mito de Awkhê e o sincretismo que os Canelas Apanjekrá e Ramkokamekrá fazem com a figura de Jesus de Nazaré.

As “semelhanças” não ficam apenas na explanação a cima, perpassam mesmo a denominação dos dois seres, chegando a níveis de denominação, e nominação, quando muitos dos nossos informantes denominam Awkhê como Jesus, Cabral, Dom Pedro I e Marechal Candido Rondon.

Quando incluo Superman nessa estruturação mítica, tal fato se da por suas origens judaicas e semelhanças estruturais com o messias judaico. Os Canelas, não fazem referencias míticas ao Superman, como também nenhuma forma de interpretação e sincretismo entre o mesmo, Jesus de Nazaré e Awkhê. A interpretação aqui é nossa e de nossa inteira responsabilidade.

Quando contamos a estória do superman, sem falar o nome do mesmo, apenas relatando a mesma, e ao final perguntamos de quem se trata, as resposta são as mesmas: Jesus de Nazaré. Vejamos então:





“Criança enviada dos céus pelo seu pai, para um pequeno vilarejo, é criado por um casal humilde, o pai tem mais idade que a mãe. O pai morre quando este tem 18 anos, e Ele sai para seu retiro, retornando 12 anos depois, ciente de sua força interior para salvar a humanidade.”



A descrição a cima pode ser empregada tanto à figura de Jesus de Nazaré, como também a figura do superman e estruturalmente também a figura de Awkhê. É um mito único para heróis culturais e que demonstram uma estruturação entre as versões, em épocas e locais diferentes.

Para realizarmos um estudo mais profundo, deveríamos nos determos mais tempo em cada mito, mas isso não é possível aqui, ficando dessa forma apenas o despertar da curiosidade para os interessados. Para nós, tais questionamentos serão sementes para futuras interpretações mitológicas e estruturação de que questionamentos para entendermos o pensamento desses povos.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pós 19 de Abril...todo dia é dia de índio

Índio é retirado do STF após chamar ministros de 'urubus'


A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspensa por cerca de 5 minutos nesta quinta-feira depois de um protesto de dois índios, que pediam a inclusão da etnia no sistema de cotas em julgamento. Ainda dentro do Plenário, o índio identificado como Araju Sepeti chamou os ministros do STF de "racistas" e "urubus".
Durante o voto do ministro Luiz Fux, o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, tentou pedir calma aos manifestantes, mas Sepeti, na companhia de Carlos Pankararu, acabou sendo imobilizado e retirado à força por um grupo de seguranças do Tribunal. "Igualdade é negro, é cigano, é índio, são todos. Defendemos a cota para indígenas", disse Pankakaru.
Os ministros da Corte julgavam desde às 14h30 a ação do Democratas contra o sistema de cotas raciais da Universidade de Brasília (UnB). O sistema da UnB prevê a destinação de 20% das vagas do vestibular a candidatos autodeclarados negros ou pardos. A comissão que implementou as cotas para negros também foi responsável pelo convênio entre a UnB e a Fundação Nacional do Índio (Funai), firmado em 12 de março de 2004, para facilitar o acesso de índios ao ensino superior.
A sessão do STF havia sido interrompida ontem, após o ministro Ricardo Lewandowski, relator da ação do Democratas, ter rejeitado o pedido do partido político e reconhecido a constitucionalidade do ingresso. O julgamento é o primeiro da gestão do novo presidente do STF, Carlos Ayres Britto. O único ministro que não votará nesta quinta-feira é Dias Toffoli, por ter atuado como advogado-geral da União à época da instituição do sistema de cotas do Prouni.
STF julga ações sobre cotas e Prouni
Além das cotas raciais na UnB, o STF vai analisar duas ações que contestam a constitucionalidade da reserva de vagas por meio de cotas sociais e o perfil do estudante apto a receber bolsas do Prouni. A outra ação sobre cotas que aguarda julgamento foi ajuizada pelo estudante Giovane Pasqualito Fialho, reprovado no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para o curso de administração, embora tivesse alcançado pontuação superior à de outros candidatos. Os concorrentes que tiveram nota menor foram admitidos pelo sistema de reserva de vagas para alunos egressos das escolas públicas e negros.
Em relação ao Prouni, implementado a partir de 2005 com a concessão de bolsas de estudo em universidades privadas, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem) alega que a medida provisória que originou o programa não atende ao princípio constitucional da isonomia entre os cidadãos brasileiros.
Com informações da Agência Brasil

A noticia a cima, nos remete a pensamentos dispares, confusos e cheios de interrogações, sobre a ausencia de paciência do indígena, as formalidades do STF, e mesmo a lei. Após o dia do índio, observamos um Brasil que tem deixado mais seus "holofotes" nos povos indígenas, mesmo assim, cria espectativas as vezes majoradas em critérios que estão fora da realidade dos próprios indígenas.
Sinceramente, não sei nem o que comentar sobre esse acontecimento.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Supremo decide que área de conflito na Bahia é uma reserva indígena


FELIPE SELIGMAN
site uol.com.br
DE BRASÍLIA

Diante do agravamento no conflito entre índios e fazendeiros no sul da Bahia, o STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento de uma ação que envolve a área em disputa e reconheceu, por 7 votos a 1, que o local é uma área indígena, determinando a anulação dos títulos de terras existentes no local.

Os fazendeiros terão de deixar o local, mas a forma como será a retirada ficará a cargo da União, que definirá, inclusive, se eles poderão receber indenizações por perderem o registro de suas propriedades.

A ação julgada nesta quarta-feira (2) foi proposta pela Funai (Fundação Nacional do Índio) em 1982, pedindo a declaração de nulidade de todas as propriedades de não índios que estivessem dentro da chamada Reserva Indígena Caramuru/Catarina/Paraguaçu.

A área, localizada no Sul da Bahia, tem 54 mil hectares e abriga os índios pataxós hã hã hãe. Na época em que entrou com a ação, há 30 anos, a Funai pediu a anulação que 396 propriedades. Um laudo feito por técnicos do STF, no entanto, constatou que boa parte daqueles registros estaria fora da reserva e a validade não estaria, portanto, em questão.

O caso começou a ser julgado em 2008, quando o relator do caso, o hoje aposentado Eros Grau, votou pela nulidade dos títulos de terra. Ontem, o caso foi retomado com o voto da ministra Cármen Lúcia.

Além de Eros e Cármen, votaram pela anulação dos títulos concedidos dentro da reserva indígena os ministros Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Cezar Peluso, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto.

Apenas Marco Aurélio Mello votou contra o pedido da Funai, por entender que os atos de concessão das terras foram feitos em "boa fé". Ele também argumentou que boa parte dos índios que vivia lá deixou, com o passar do tempo, a região.

Luiz Fux, por ter substituído Eros Grau, não pode votar, enquanto Gilmar Mendes e José Antonio Dias Toffoli estavam impedidos por terem atuado na causa quando ocuparam o cargo de advogado-geral da União. Já o ministro Ricardo Lewandowski não participou do julgamento por estar na Suíça, representando o tribunal.

O voto vencedor foi liderado pela ministra Cármen Lúcia. Ela afirmou que o processo era composto de 25 volumes repletos de "sofrimento, lágrimas, sangue e morte".

A ministra lembrou que foi exatamente a disputa sobre essa área que trouxe o índio Galdino a Brasília, em 1997. Naquele ano, ele foi queimado vivo por adolescentes de classe média, quando dormia em uma parada de ônibus e acabou morrendo.

De acordo com Cármen Lúcia, os índios pataxó hã hã hãe já ocupam cerca de 42 mil hectares do total e que a área da disputa se restringe aos 12 mil hectares restantes. Nos últimos anos, alguns fazendeiros já deixaram o local, após o recebimento de indenizações.

Em seu voto, ela ainda observou que das 396 propriedades inicialmente questionadas pela Funai, apenas 186 estariam dentro da reserva indígena e somente essas foram anuladas.

Segundo a ministra, a própria Funai e a AGU (Advocacia-Geral da União) chegaram a reconhecer que não havia a certeza absoluta sobre todas as propriedades que estariam dentro da área questionada.

A área em questão foi demarcada em 1938, mas nunca chegou a ser homologada pelo Governo Federal. Para os ministros, no entanto, o fato não impede que o território seja considerado indígena.

CONFLITO

No último fim de semana, o conflito deixou um morto e um ferido a bala e fez com que a Polícia Federal enviasse para a região o COT (Comando de Operações Táticas), uma "tropa de elite" que atua na contenção de distúrbios.

Exatamente por isso, o STF decidiu julgar o caso, que não estava na pauta. No início da sessão desta quarta-feira, que deveria analisar uma ação contra o Prouni, Cármen Lúcia pediu a palavra e argumentou que, apesar de não estar agendado, o caso deveria ser julgado com urgência pela situação de "extremo conflito".

quarta-feira, 21 de março de 2012

Manifestação ao Poder Público - PROTESTO DOS TETEHAR NA BR-226 AGORA OCORRE DE FORMA PACIFICA



ALDEIA SEDE INDIGENA COQUINHO – PIN COQUINHO

Luta de Paz – Bem estar do nosso Povo Indígena, sem violência.

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                                  Manifestação ao Poder Público



                               

                                 A Comunidade Indígena, reunida em Assembléia, com a presença de todos os representantes da Margem da Br – 226, na seguinte data de 17 do Mês de Março/2012, na Aldeia Sede Coquinho, onde foram analisados com maior clareza, observando Alto risco criado pela  Br – 226, entre Povoado Sabonete e Povoado Santa Maria.

                                 Diante dos problemas causados, pedimos a presença dos representantes Legal, do Governo do Estado e do Governo Federal, para uma Ação Conjunta urgentes, sob um TAC, como segue abaixo;



 - Presidente da Funai – DF

 - representante do Ministério Público Federal - Ma

 - representante do Ministro de Estado da Justiça

 - representante da Secretaria Nacional de Saúde Indigena – DF

 - representante Nacional da Eletronorte

 - representante da Superintendência da Policia Federal - Ma

 - representante da Superintendência Nacional Rodoviária Federal -  

 - representante do Governo do Estado do Maranhão.

- representante da Secretaria de Estado da Educação do Maranhão



                              Conforme, citado encaminhamos para as providencias devidas, urgente e enquanto isso um via da BR – 226, ficará fechada por prazo de 15 (dias), com inicio de 20 de março a 04 de Abril/2012.

                     

INTERDIÇÃO – PROPOSTA/IMEDIATA.



- Instalação de (03) Posto da Policia Rodoviária Federal, entre Povoado Sabonete e Povoado Santa Maria, que liga Grajaú e Barra do Corda – Ma.

- Reativação e ampliação do quadro de CTL – Funai, nas Aldeia Sede Coquinho, Morro Branco, Bananal, Aldeia Nova e Aldeia Juçaral ambas da cidade de Arame;

- Suspensão imediata do Seletivo de Saúde Indigena, atribuído Pelo Chefe da SESAI, por existências de ilegalidades do Ato, que seja refeita, porque não contempla o Povo Indígena e por ter causado conflito entre População no Estado, e substituição do Chefe do DSEI e do Srº Izidio – Assessor Jurídico.

- Eletronorte, rever Convenios, com o Povo Indigena Coquinho, por imediata.

 - Governo do Estado, criar ou reforçar patrulhamento Policial, na margem da Br – 226, também envolver participação dos Indigenas,  cargo ou capacitar nesta Patrulhamento Policial.

- Que a Eletronorte adote medidas de proteção aos povos indígenas do centro-sul e norte do maranhão conforme o requerimento assinado entre todos os indígenas, principalmente: saúde, educação e ações da FUNAI e da Lei 6001 (Terras Indigenas);

- Reativação da coordenação regional da FUNAI de São Luis-MA;

segunda-feira, 12 de março de 2012

Adolescente Guajajara é assassinada em Grajaú


Adolescente Guajajara é assassinada em Grajaú

Na casa onde a jovem foi encontrada, os familiares observaram que ela estava com marcas de violência por todo o corpo

Postado em 06/03/2012 às 17:31

Na noite da última sexta-feira, 2, Maria Sara Gregório Guajajara, adolescente de 13 anos, foi encontrada morta dentro de uma casa na periferia de Grajaú (MA), nas proximidades do Bairro Expoagra, perto de sua própria residência.

O companheiro da adolescente, que trabalha como vigia em uma obra junto ao local do assassinato, chamou o pai da jovem dizendo que a encontrou a morta. Maria Sara vivia com ele há três meses e estava grávida de dois meses.

Na casa onde a jovem foi encontrada, os familiares observaram que ela estava com marcas de violência por todo o corpo, além de uma corda no pescoço. Maria Sara estava sentada numa cadeira, como se tivesse sido enforcada.

O principal suspeito é o companheiro, que não é índio e desapareceu logo após avisar os familiares da jovem. Conforme informou os pais da indígena morta, o nome dele é Manoel e que deve tem uns 30 anos de idade.

O corpo da jovem foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) do município de Imperatriz. Ainda não foi divulgado o laudo da perícia que apontará o que de fato aconteceu e qual foi a causa da morte. Maria Sara foi sepultada neste domingo, 4, no cemitério do Bairro Expoagra, em Grajaú.

Salomão Gregório Guajajara e Maria Aurora Guajajara, pais da adolescente, moram na Aldeia Chapadinha da região do Bananal. Nesta última semana estavam num barraco que possuem na cidade, perto do acontecido e estão muito abalados com a notícia.

Informações: Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ONG divulga fotos inéditas de índios na fronteira entre Brasil e Peru


A fotógrafa Gabriela Galli se deparou com  os índios durante uma expedição em busca de pássaros da Amazônia e não teve contato com eles.
Segundo a ONG, os Mashco-Piro são uma das tribos isoladas que já foram detectadas ao redor do mundo, mas está cada vez mais difícil de encontrá-los dentro do parque. Isso porque eles  entram para mata fechada com medo das atividades madeireiras e de extração de gás e petróleo.
Ainda de acordo com a Survival, o primeiro contato da população com os índios pode ser perigoso para ambas as partes. O caso do sertanista José Carlos Meirelles dos Reis Júnior, que foi atingido no rosto por uma flechada de índios isolados, exemplifica o perigo. O acidente aconteceu enquanto ele pescava rio Envira, no oeste do Acre, em julho de 2004. Ele teve de pedir resgate ao Exército, no posto da Funai.
Fotos feitas entre agosto e novembro de 2011 foram divulgadas nesta terça-feira pela ONG Survival International. As imagens mostram índios isolados da etnia Mashco-Piro que vivem no Parque Nacional de Manú, dentro da Amazônia, no Peru.